Ataque incendiário ao biotério central da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) – ALF – Animal Liberation Front
Ataque incendiário ao biotério central da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC)
RELEASE PARA IMPRENSA
ALF – Ataque incendiário ao biotério central da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC)
Florianópolis, 20 de setembro de 2011
A Frente de Libertação Animal (ALF) assume a autoria da invasão da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) na madrugada de 20 de setembro de 2011. Nós deixamos a nossa marca nos muros do complexo do biotério da UFSC, inclusive no novo prédio do Biotério Central, ainda em construção, para que todos os vivisseccionistas saibam que estamos aqui e em todos os lugares lutando pela liberdade dos ratos, pombos, cabras e cães que a UFSC mantém em confinamento para serem usados em experimentos ultrapassados que violam os interesses desses animais e em nada beneficiam a saúde humana.
No novo prédio do Biotério Central já estavam armazenados equipamentos de alta tecnologia que seriam usados para a tortura e morte desses animais, que foram embebidos em líquidos inflamáveis que em seguida foram acesos. Com isso, conseguiremos paralisar efetivamente as obras de expansão dos laboratórios e com isso, por algum tempo, muitas vidas serão poupadas. Essa ação foi estudada cautelosamente para garantir que nenhum animal, humano ou não humano, corresse risco de se
r ferido durante a ação.
Nós voltaremos para libertar os animais, e voltaremos para sabotar novos equipamentos quando esses forem recebidos. Voltaremos para garantir que o direito de vida e de liberdade seja garantido a cada um dos seres sencientes explorados por essa universidade.
ALF – Animal Liberation Front
site: www.ativismobrasil.net
contato: ativismobrasil@riseup.net
COMUNICADO
ALF – Ataque incendiário ao biotério central da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC)
Primeiras horas do dia 20 de setembro de 2011 em uma noite silenciosa sob chuva fina no campus da UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina, Florianópolis, SC, Brasil)…
A ALF invade na universidade… sem pedir permissão (naturalmente).
Depois de visitar os recintos destinados ao confinamento, tortura e morte de cabras, algumas dezenas de pombas, milhares de ratos e mais de 200 cães da raça beagle, fizemos uma visita ao novo prédio do Biotério Central da UFSC,ainda inacabado, mas que já abrigava ainda embalados os equipamentos de alta tecnologia que seriam usados para a tortura e morte de seres sencientes para atender aos interesses da econômicos da universidade e da indústria, interesses travestidos de uma pseudociência que não beneficia aos animais humanos (com exceção daqueles que têm a sua “carreira” baseada nesses experimentos).
Na verdade, essa não foi a nossa primeira visita ao biotério da UFSC, já que essa ação vem sendo planejada há meses por meio da avaliação do terreno, animais, equipamentos e rotina da segurança.
Às 4 horas e 15 minutos dessa gloriosa manhã de setembro, (quase) véspera do iníco da primavera, despejamos sobre esses valiosos equipamentos dezenas de litros de líquidos inflamáveis. Como quem rega uma planta para vê-la florir na primavera, regamos com a benção da destruição esses instrumentos que seriam usados para ceifar vidas. A efulgência fulminante do clarear precoce desse dia em meio à noite foi o fruto resultante do riscar do nosso fósforo, deixando ao fogo a nobre tarefa de purificar essa construção atroz.
Recebemos o abrigo generoso da mata vizinha que há muito testemunha, silenciosa, os gritos desses que são vítimas da soberba e da ganância humanas. Por hoje eles souberam que a sua voz foi ouvida e para o futuro eles têm a promessa de que voltaremos, sedentos por mais um clarão efulgente, ávidos pelo aroma da destruição que purifica e convictos de que lutaremos até que os seus direitos sejam respeitados. Custe o que custar.
Vocês podem nos procurar, mas não irão nos encontrar, pois nós estamos em todos os lugares, mas a ALF não está em lugar algum e por isso vocês não podem nos parar. Ninguém pode.
Vocês podem recorrer às leis, mas somos nós quem fazemos justiça.
Vocês podem tentar justificar a sua sede por cargos e dinheiro ainda que isso custe a vida de milhares de animais, mas somos nós quem estamos do lado da verdade.
Vocês podem conseguir esquecer da sua culpa para tentar dormir tranquilos a noite, mas nós estaremos acordados e quando vocês menos esperarem estaremos batendo na porta da sua universidade, da sua empresa, da sua casa…
Celebramos com a ação do dia 20 de setembro de 2011 a recente libertação de Kevin Kjoonas, o último condenado da campanha SHAC 7, e a dedicamos a todos os que já perderam a sua vida ou liberdade enquanto lutavam pela liberdade de outros seres.
Sobretudo, dedicamos essa ação aos milhões de animais que sofrem nos laboratórios, circos, zoológicos e fazendas de todo o mundo.
ATÉ QUE TODOS SEJAM LIVRES
ALF – Frente de Libertação Animal
vídeo da ação: http://www.youtube.com/watch?
Saiba mais – www.ativismobrasil.net

Quero agradecer à ALF pois agora poderei investir na reconstrução do patrimônio da Universidade, uma vez que minha empresa poderá usar o slogan “Investor recupera e amplia biotério depredado por vândalos”. Isso valoriza muito meu portfolio como responsabilidade social e investimento em pesquisa. Tem até lei fiscal favorecendo. Obrigado pela notoriedade na imprensa pois, ao contrário, não investiria em um biotério acadêmico de Universidade. Certamente o montante a ser aportado será suficiente para rápida reconstrução e ampliação maior ainda.
O Grupo Onca não é a favor de nenhum tipo de violência, principalmente sofridas por animais indefesos (humanos ou não humanos), buscamos ações pacíficas para agressões extremas que os animais passam na mão de humanos, uma delas é a informação e fica bem claro que isso incomoda quem tem algum tipo de interesse por trás da exploração animal. Certamente são poucas empresas ou investidores que aplicariam recursos em laboratórios de experimentação animal, até por ser uma questão muito negativa para imagem corporativa, um grande exemplo são as ondas de restrições recentemente impostas aos laboratórios na Europa e EUA pela grande atividade ativista, além da classificação dos produtos que realizam ou não testes em animais:
http://g1.globo.com/mundo/noticia/2010/09/europa-reduz-experimentos-cientificos-com-animais-e-proibe-grandes-simios.html
http://www.isaude.net/pt-BR/noticia/11381/profissao-saude/uniao-europeia-restringe-o-uso-de-animais-em-testes-cientificos
Nosso grupo já recolheu uma grande quantidade de assinaturas contra a experimentação e estamos continuando com este trabalho, assim como a representação nos órgãos responsáveis e exigência para substituição por métodos alternativos nas instituições que ainda insistem em manter imorais experimentos em seres sencientes.
“Investidor” (que sequer tem nome!), sua ironia debochada não se justifica e em nada desmerece as ações da ALF grupos semelhantes. Dizer que “tem até lei fiscal favorecendo” a exploração animal nada significa a não ser que existe ainda uma grande verba pública e subsídios destinados à processos científicos atrasados que favorecem uma minoria, mas que, certamente, não passam pelo conhecimento da maioria da sociedade que, quando esclarecida sobre a inutilidade e da decadência de tais métodos, se posiciona claramente contra estes -o que é provado pelas pesquisas de opinião pública. O governo na Alemanha nazista, por exemplo, investia em experimentos realizados nos prisioneiros dos campos de extermínio e nem por isso, significa que estavam corretos.