Libertação Animal

Primeiro ATO Onca na Serra Gaúcha

Ato informativo em Caxias do Sul (RS) aborda testes e experimentação animal
 
Por: Redação Onca
 
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Onca na Serra Gaúcha em primeiro ATO

No sábado, 19 de novembro de 2011, em Caxias do Sul (RS), o Onca realizou seu primeiro ato oficial de conscientização na serra gaúcha. O grupo se reuniu na praça Dante Alighieri, onde foram expostos banners, faixas, fotos, panfletos e material informativo. Inúmeras pessoas que passaram pelo local tiveram acesso às informações expostas pelo grupo.

O tema do ato foi o uso de animais em experimentos nas instituições de ensino, nos testes de produtos, testes militares e na indústria farmacêutica. O objetivo foi conscientizar a população sobre como os animais usados nos experimentos são tratados, pelo quê eles são obrigados a passar e como terminam suas vidas.

Pessoas se assustam com a realidade!

As imagens provocaram a curiosidade e a compaixão das pessoas que queriam entender o que havia acontecido com cada um dos animais fotografados. Ouviam com atenção a cada explicação e perguntavam como melhor proceder pra que pudessem ajudar com o fim da exploração animal.

Ativistas distribuindo material informativo

Foi salientado que os métodos alternativos existem e que devem ser exigidos pela população, começando pelo boicote das marcas que testam seus produtos em animais.

Muitas pessoas que passavam pelo local ficavam horrorizadas com as imagens e disseram ser a favor da causa. Pessoas de todas as idades conversaram, se interessaram pelo assunto e parabenizaram o grupo. O trabalho foi noticiado em reportagem pelo jornal Pioneiro.

Milhões de animais são mortos anualmente para a prática da vivissecção. Muitos desses testes não passam de meros rituais, como é o caso dos ratinhos que são induzidos a ingerir estricnina para mostrar aos alunos de medicina veterinária, os efeitos que ela provoca. Apesar de qualquer leigo ter noção deste efeito, o método é repetido continuamente.

Até um cão prestigiando o primeiro ATO

Os exemplos são muitos. E os motivos pelos quais os métodos substitutivos devem ser aplicados também. O principal deles é o respeito pela vida e a abolição do sofrimento animal.

O ato de conscientização proporcionou ao grupo, profunda sensação de dever cumprido, já que conseguiu sensilizar muitas pessoas. Mas a luta não para por aí. O grupo seguirá o trabalho nas outras cidades da serra gaúcha. Buscando o maior número de pessoas dispostas a apoiar a causa e ajudar a espalhar a ideia de amor, compaixão e busca por respeito e liberdade aos animais.

As atividades previstas para encerrar às 17h foram estendidas por mais uma hora, devido ao interesse surpreendendo do público. E só quando os panfletos e alguns outros materiais acabaram, por volta das 18h, o trabalho do grupo foi dado por encerrado, com a convicção de todos os ativistas de ter despertado em muitos a conscientização de uma mudança no comportamento diário e de ter levantado o questionamento do tema para outros tantos.

Crianças recebendo informação

Fotos: Onca

 
 

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 Vídeo: Onca

 

É bom saber:

Nos Estados Unidos, mais de 70% das universidades (incluindo as de Harvard, Stanford e Yale) não utilizam mais animais em experimentação. Na Alemanha, 100% das universidades não fazem uso da experimentação animal. Desde 2007, a Famed, Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs), tornou-se a primeira faculdade de medicina do Brasil a abolir totalmente o uso de animais no ensino de graduação, considerada hoje a melhor faculdade de medicina do país, e tendo conquistado o primeiro lugar no Exame Nacional de Desempenho Estudantil já após esta mudança no seu sistema de ensino. Cursos na Faculdade de Medicina do ABC (SP), UnB (Universidade de Brasília), USP (Universidade de São Paulo), e UNIFESP (Universidade Federal de São Paulo), entre outras também apresentam hoje alternativa ao uso de animais.

Programas de computador, por exemplo, podem avaliar o índice de toxicidade de medicamentos e de produtos químicos. Recorre-se à softwares também para complementar as observações clínicas do paciente. As culturas de tecidos e de células humanas, provenientes de biópsias, cordões umbilicais ou placentas descartadas, dispensam o uso de animais. Vacinas podem ser fabricadas a partir da cultura de células do próprio homem, sem a necessidade dos cruéis experimentos envolvendo a sorologia.

 

É lei!

Apesar da resistência de certas universidades, a Constituição Federal, em seu Artigo 5º, Viii, garante a dispensa do estudante de aulas e o direito a métodos alternativos.

Além disso, a Lei nº 9.605, de 12 de fevereiro de 1998, atualmente tipifica como crime de maus-tratos a prática da experimentação em animais, uma vez que há alternativa:

Art. 32. Praticar ato de abuso, maus-tratos, ferir ou mutilar animais silvestres, domésticos ou

domesticados, nativos ou exóticos:

Pena – detenção, de três meses a um ano, e multa.

§ 1º. Incorre nas mesmas penas quem realiza experiência dolorosa ou cruel em animal

vivo, ainda que para fins didáticos ou científicos, quando existirem recursos alternativos.

§ 2º. A pena é aumentada de um sexto a um terço, se ocorre morte do animal.

 

O que você pode fazer:

Se ainda não optou pelo curso, escolha universidades que não fazem uso de animais. Caso já esteja cursando, baseado na legislação brasileira, peça a dispensa das aulas com uso de animais e o direito a usar métodos alternativos. Além disso, faça uma campanha, coletando assinaturas pedindo que a universidade evolua, seguindo as modernas universidades e abandonando a exploração de animais.

Conheça as empresas que TESTAM seus produtos em animais:

http://www.pea.org.br/crueldade/testes/testam.htm 

Conheça e divulgue empresas que NÃO fazem testes em animais:

http://www.pea.org.br/crueldade/testes/naotestam.htm

 

Leia mais:

‘Medicina da Ufrgs ensina sem usar animais’

EcoAgência, 13 de julho de 2009

http://www.ecoagencia.com.br/?open=noticias&id===AUUF0dW1GdhJlRaVXTWJVU

 

‘Alternativas ao uso de animais vivos na educação pela ciência responsável’

Sérgio Greif; Instituto Nina Rosa; 2003; 175 p.

http://www.institutoninarosa.org.br/produtos-inr/alternativas

Um comentário

  1. É isso ai gauchada ta afú esse ato…parabéns…

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