Defesa Animal

Protesto no 21º Rodeio Crioulo de Garibaldi – RS

Pelo terceiro ano consecutivo o grupo Onca realiza protesto contra rodeios em Garibaldi – RS

Por: Lucas da Costa/Onca-SG

Ativistas se manifestam pela libertação animal.

No dia 10 de novembro, domingo, o grupo Onca unidade Serra Gaúcha realizou o protesto contra o uso de animais em rodeios, na cidade de Garibaldi – RS, no Parque da Fenachamp. O protesto, já ocorrido durante os outros dois anos, surpreendeu novamente as pessoas que por ali passavam. Muitos defensores da tradição e cultura gaúcha mostraram se ofender com uma prática que parece ir contra os padrões de vivência gaúcha.

Os ativistas se reuniram ainda de manhã, para uma confraternização com outros dois ativistas de Lajeado-RS, que viajaram 75 Km para somar forças ao ato convocado pelo grupo. Por volta das 13h, o grupo já se encontrava próximo ao local, preparando o material para iniciar o protesto. Com um número em torno de 15 ativistas o protesto teve início, sendo que a formação do grupo se alinhou em uma fila de cartazes e faixas, com mensagens de conscientização sobre o uso de animais em rodeio, além de imagens que ilustravam cenas de tal atividade. Logo o grupo começou a ser rechaçado por parte de alguns peões e simpatizantes do rodeio. Como o protesto acontecia muito próximo ao acampamento, vários integrantes do mesmo disparavam palavras e frases ironizando o ato dos ativistas. Ainda no início, um automóvel que se dirigia ao evento ameaçou passar por cima de um ativista que estava próximo a um cone de sinalização, no asfalto, obrigando-o a desviar rapidamente. Na panfletagem, alguns indivíduos recusavam os folders, demonstrando desgosto e rejeitando com palavras hostis. Algumas pessoas aceitavam os folders, e uns poucos indivíduos que passavam, apoiavam a atitude do grupo, fazendo sinais de positivo para o manifesto.

Os animais comumente são marcados com ferro quente.

Conforme passava o tempo, muitos integrantes da organização do evento, irritados, vieram para fora do parque para criticar mais veementemente a posição do grupo frente ao rodeio. Foi o momento em que a polícia (brigada militar) intercedeu junto ao ato, solicitando algumas informações dos organizadores do manifesto. O protesto em si é amparado pela Constituição Federal e tem por objetivo a manifestação pacífica, consciente. Os brigadianos solicitaram que o grupo revisse tais atitudes e que ao invés de agir dessa forma, erguendo cartazes e protestando em frente ao rodeio, que fosse encaminhado um documento oficial, que evidencie as práticas do rodeio, assim conseguindo uma possível interdição do mesmo. É claro, que para que isso ocorra, é necessário que seja feito um levantamento da situação do local, o que não faltou, uma vez que ativistas infiltrados no rodeio viram atos de violência abusiva contra os animais. Sendo assim, tais passos ocorrem conforme o tempo, e ações como essa devem ser integradas e documentadas para posterior trâmite em esferas judiciais. Além disso, tal trabalho do grupo é importante para que as pessoas que financiam eventos do gênero, que não são envolvidas com a organização, tomem conhecimento de que há pessoas contrárias a eventos do tipo, bem como os argumentos para tanto, e mesmo do que é exploração animal.

O uso de esporas, proibido por lei, foi visto no rodeio.

Uma prática ilegal vista no evento foi o uso de espora. A fim de amenizar a evidente crueldade a que os animais são submetidos, o artigo 4º da Lei Federal 10.519/02 proíbe expressamente o uso de esporas com rosetas pontiagudas ou qualquer outro instrumento que cause ferimentos nos animais. Essas esporas (presa na bota dos peões) é utilizada para estocar os animais durante a montaria, mediante seguidos golpes que lhes atingem o baixo-ventre, o pescoço e até a cabeça.

O grupo se manteve firme frente aos insultos e um clima de hostilidade permanecia no local, sendo que por mais de uma vez as pessoas que acompanharam o protesto dentro do parque, nas instalações próximas à cerca de entrada, foram até a cerca para insultar os ativistas. Em certos momentos, membros tiravam fotos dos animais, cavalos em sua maioria que estavam bem próximos, visíveis. A situação irritou ainda mais os peões, que ameaçaram vir para fora da cerca para agredir os ativistas, sendo necessária a intervenção da segurança local e policial para coibir qualquer possível violência física.

Os animais são presos conforme a vontade de uso dos organizadores do evento.

Assim seguiu o protesto, até por volta das 16h30, quando o grupo se retirou do local, uma vez que uma chuva torrencial acabou impossibilitando parcialmente a continuidade do protesto.  Para ver mais fotos, acesse o link do Facebook do grupo.

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