Defesa Animal

Agosto inicia com ato da Onca em Curitiba (PR, BR)

 

 

Ato do dia 01/08/2015 teve panfletagem e atendimento ao público.

 

O mês de agosto iniciou para os ativistas da Onca com mais um ato sobre Direitos Animais e Veganismo na rua Quinze de Novembro, no centro da cidade de Curitiba (PR) no dia 01/08/2015.

 

O ato teve inicio as 09:00 horas, com um clima muito agradável e contando com a presença de sete ativistas. Muitas pessoas de diferentes idades, culturas e profissões tiveram a oportunidade de conversar com os voluntários, esclarecendo dúvidas sobre o veganismo, direito animal, maus tratos, testes, etc, assim como de contar suas diversas histórias de vida.

 

A primeira pessoa a parar no estande, assim que montado, foi um senhor chamado Gil que contou que é vegetariano há mais de 40 anos, e mesmo morando no Rio Grande do Sul, onde se consome muito produto animal, ele decidiu parar totalmente com o consumo de carne, após observar atentamente a um prato de carne sem tempero colocado à mesa durante um almoço de domingo. Ele disse: “era simplesmente um animal morto”. Após este dia o senhor Gil nunca mais consumiu carnes vermelhas ou aves, quanto ao peixe, ele mencionou: “um dia estava pescando, e tirei um peixe da água, o coloquei no chão e vi-o se debatendo, tentando respirar. Parei na hora de pescar, voltei pra casa e disse pra minha esposa: nunca mais como peixe também”.

 

Após deixar o consumo da carne, o senhor Gil, ele conta que melhorou muito a saúde, parou de ter problemas gástricos, saiu da obesidade e passou a ter disposição para jogar futebol e correr regularmente.

 

Todos ficaram motivados com os relatos do senhor Gil, porém ele não foi o único a contar aos voluntários boas histórias de vida. Um pouco mais tarde o senhor Jônathas, empresário e vegano há oito anos, parou para observar o material exposto e então relatou “dou parabéns para a Onca pelo trabalho maravilhoso que estão fazendo. É importante que todos se unam nessa luta pela libertação dos animais, que são nossos irmãos”.

 

Durante a manhã também parou no ato um senhor, de 73 anos, que pediu para tirar uma foto do banner sobre impactos ambientais; ele relatou: “estava lendo estas informações e fiquei surpreso; tantas pessoas passando fome, e mesmo assim tanta comida vai para alimentar o gado, sendo que a carne não chega a todas as pessoas; se alguém não ficar comovido com a morte e sofrimento dos animais, com certeza ficará impressionado com esses impactos”.

 

Ainda pela manhã, enquanto alguns voluntários atendiam ao estande, outros realizaram o Passeio da Vaquinha, tradicional ação de panfletagem com participação de um ativista em fantasia de uma adorável vaca. [Você pode ver a matéria e fotos abaixo].

 

Durante a tarde, uma das visitas ao estande foi a de uma jovem chamada Thaís, que havia se tornado vegetariana há três semanas, e que ficou encantada em saber que outras pessoas também não comem carne. Os familiares da estudante, que apoiaram a sua escolha, também conheceram o material exposto e levaram informativos sobre o veganismo, após conversarem com os voluntários e lerem os banners.

 

Já no final da ação um senhor chamado Marcelo passou e parou para ler os banners, quando foi entregue a ele alguns panfletos informativos. Ele começou a relatar sua experiência pessoal, contando sobre sua antiga profissão: trabalhava em uma granja de engorda de frangos para o abate e ovos.

 

O senhor Marcelo contou coisas horríveis aos ativistas, crueldades sem fim que eram praticadas dentro da granja. Segundo ele, quando estavam chegando na granja para a engorda, as caixas com pintinhos eram arremessadas para fora dos caminhões, com os animais ainda trancados dentro. O ambiente dos galpões era totalmente controlado, os frangos cresciam em 45 dias, e segundo ele, para esse crescimento tão acelerado era posto na ração formol e “bomba” (hormônios e outros agentes de crescimento). Os frangos realmente cresciam, porém muitos tinham um desenvolvimento totalmente alterado, crescendo a cabeça até explodir –ou o peito-, deixando os frangos incapacitados de andar, e alguns a pele não conseguia esticar junto com o crescimento, e ela se partia, arrebentando sua pele, deixando em carne viva –até que o animal morria. Muitos pintinhos chegavam com anomalias, como duas cabeças ou três patas. E o mais cruel entre o depoimento do senhor Marcelo, foi a forma como os frangos adultos eram retirados do galpão para serem levados ao abate. Segundo ele, os animais viviam em um nível de estresse tão grande, que qualquer barulho causava tumulto; quando as pessoas chegavam para buscá-los, batiam-se caixotes sobre grupos de aves, e muitas dessas morriam de infarto, devido ao estresse, e as outras ficavam imóveis, amedrontadas.

 

Após os relatos do senhor Marcelo, a ativista que estava conversando com o mesmo apenas conseguiu dizer: “é como os nazistas, nesse lugar a vida não vale nada, e são mortos sem nenhuma dignidade ou remorso”. E ele afirmou: “é exatamente isso, não são vidas, é parte do trabalho. E tem que ser feito rápido”.

 

O ato teve fim as 17:00 horas com o entardecer.

 

 

Assista ao vídeo da ação:

https://www.youtube.com/watch?v=JmrgXXvER6k

FOTOS

Veja as fotos do ato:>>

https://www.facebook.com/media/set/?set=a.904693316234063.1073741962.133488066687929&type=3

 

Leia sobre o Passeio da Vaquinha e veja as fotos:

 

http://www.onca.net.br/arquivos_onca/2015/08/passeio-da-vaquina-em-curitiba-pr-br-no-dia-010815/

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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