Defesa Animal

Direitos Animais

Direito Animal

Anualmente, mais de 60 bilhões de animais são assassinados pela indústria da carne, dos ovos e dos lacticínios, segundo a FAO (Food and Agriculture Organization of the United Nations). Os animais mortos de forma clandestina e doméstica para consumo alimentício, bem como os animais marinhos, não entram nessa contagem. A morte de animais marinhos acarreta um segundo problema, também acarretado pela caça – a pesca e a caça acidental, que faz o número de animais mortos aumentar ainda mais. Os animais assassinados pela indústria de pele, que chega a matar 200 animais para a produção de um casaco, também não entram na contagem. Estimativas indicam que até 100 milhões de animais são mortos anualmente por experimentos científicos. Pensar na quantidade impressiona. Pensar nas formas pelas quais os animais são mortos e as vidas que levam antes de morrer também impressiona.

A tortura, mutilação e matança são desnecessárias. Não é necessário obter os nutrientes de origem animal, quando há tanta fonte vegetal. Animais também não são necessários para o vestuário, há materiais vegetais, sintéticos e artificiais. Pesquisas indicam o melhor aproveitamento acadêmico em uso de métodos alternativos, que não utilizam animais; a comida pode ser utilizada como remédio, e muitas marcas disponíveis em mercados não testam em animais. Também não há necessidade de eventos e locais de entretenimento utilizarem animais, quando há infinitas maneiras de se divertir sem agredir.

Os  Direitos  Animais,  também chamados de Libertação Animal, ou simplesmente Abolicionismo, constitui um movimento que prega e adota o não-uso de animais não-humanos, optando por formas alternativas e livres de qualquer uso animal.

Os Direitos Animais têm por base a Ética e, portanto, consideram injustificado, legalmente e moralmente, que animais sejam considerados propriedade ou “recursos naturais”. Assim como o Humano (que também é animal), os Animais são seres sencientes, ou seja, capazes de sentir (prazer, dor, medo, etc), e, portanto, têm, como qualquer um de nós humanos, o direito à liberdade, à vida e de não serem explorados.

Assim como atualmente rejeitamos o racismo (filosofia que faz distinção e credita superioridade de determinada raça sobre outras) e o sexismo (filosofia que faz distinção e credita superioridade de determinado gênero ou orientação sexual sobre outros), não há porque aceitarmos o especismo (filosofia que faz distinção e credita superioridade de determinada espécie sobre outras -no caso, a dos humanos sobre outras).

Em resumo dos Direitos Animais poderíamos dizer que: “Animais não existem para o nosso uso.”.

Os Direitos Animais são defendidos principalmente pelo movimento do veganismoVeganismo é uma filosofia de vida motivada por convicções éticas com base nos Direitos Animais, que procura evitar a exploração ou abuso dos animais através do boicote a atividades e produtos considerados especistas – ou seja, que façam uso de animais.

Muito bem expressou-se a escritora Alice Walker:

“Os animais existem no mundo para seus próprios propósitos. Não foram feitos para os seres humanos, do mesmo modo que os negros não foram feitos para os brancos, nem as mulheres para os homens.”

Alice Walker,

escritora estadunidense, ganhadora do Prêmio Pulitzer em 1983, pela obra ‘A Cor Púrpura’, ativista pelos direitos dos negros e das mulheres, vegetariana; prefácio de ‘The Dreaded Comparison’, de Marjorie Spiegel, 1996, p. 14

Para saber mais, leia também:

Perguntas Frequentes
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