Defesa Animal

Leite – O que você precisa saber

 

 

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pesquisa e compilação:
Onca
julho/2011

 

 

 

 

“Nas civilizações ocidentais, o objetivo da produção de alimentos não tem sido suprir o homem daquilo que ele necessita, porém colocar no mercado o que pode ser vendido com lucro.”
(John Boyd Orr, médico e biólogo, ganhador do prêmio Nobel da Paz em 1949 por seu trabalho de pesquisa científica sobre Nutrição; ‘The White Man’s Dilemma’; G. Allen & Unwin Books; 1965; 95 p.)

 

“O corpo humano não tem uma maior necessidade pelo leite de vaca que tem pelo leite de cadela, pelo leite de égua ou pelo leite de girafa.”
(Michael Klaper, médico formado pela Faculdade de Medicina da Universidade de Illinois, Chicago, Estados Unidos e diretor do Institute of Nutrition Education and Research (Instituto para Educação e Pesquisa em Nutrição); citado em: ‘Lactose Intolerance’; CyberParent; 2006; http://www.cyberparent.com/nutrition/lactoseintolerance.htm)

O leite animal, seja o extraído de vaca, cabra ou qualquer outra fêmea de mamífero para que seja consumido pelo homem, não é um alimento natural e nem mesmo recomendado para a saúde e organismo humano.
Além disso, o sofrimento pelo qual passam os animais e o impacto ambiental provocado pela pecuária e pela sua produção final, o tornam um elemento reprovável.

Você deve evitar o seu consumo e deixar de financiar sua produção, por quê:

 

 

 

Leite e produtos lácteos
- Impacto à vida animal:
- Atualmente, a maior parte das vacas leiteiras são mantidas em locais fechados, em baias onde mal podem mover-se, sobre piso de concreto. (01)
- Vacas leiteiras são ordenhadas duas ou até 3 vezes três vezes ao dia e recebem aplicação de hormônios, forçando-as a aumentar sua produção de leite em até 20 vezes mais do que o normal. (02)
- São inseminadas artificialmente para que possam parir e, assim, gerar leite. Os bezerros recém-nascidos são retirados das mães no dia seguinte ao parto, para que o leite seja utilizado como mercadoria. (01)
- Bezerras passam a ser alimentados artificialmente para que se tornem também futuras vacas leiteiras. Já os bezerros são descartados como carne barata e vendidos a matadouros para a produção de vitela. (03)
- Na produção da carne de vitela, para manter a cor branca da carne, o bezerro é alimentado apenas com um preparo líquido, para que fique anêmico; para manter a maciez da carne, os animais são mantidos sem que possam se movimentar, em espaços minúsculos ou mesmo amarrados em ambiente escuro durante 24 horas. (04)
- Algumas semanas após dar a luz, a vaca é novamente inseminada, para que possa parir outra vez e continuar sua alta produção leiteira. Ela vive nesse ciclo de parto e nova inseminação por 4 ou 5 anos, sendo após, descartada para o matadouro. (01)
- Devido à aplicação de hormônios para o aumento da produção de leite, as vacas desenvolvem diversas enfermidades, sendo 16 principais doenças. Estudos mostram, por exemplo, que mais da metade do rebanho apresenta mastite, uma inflamação dolorosa das mamas. (05)
- Vacas leiteiras vivem a rotina constante desta exploração por 4 ou 5 anos e, quando passam a produzir menos, são enviadas ao matadouro e vendidas como carne barata, como hambúrguer ou ração para cães. Nos Estados Unidos, por exemplo, cerca de 40% dos hambúrgueres são originários de vacas leiteiras. (01)
- Estudos recentes têm comprovado resultados de estudos antigos, que apontam que vacas, assim como outros mamíferos, são emocionalmente semelhantes aos humanos, capazes de sentir emoções fortes como dor, medo, ansiedade e mesmo grande felicidade. São animais inteligentes, com grande capacidade de memória, apresentam necessidade de viver em bando e criam laços de amizade no rebanho. (06)

 

 

Leite e produtos lácteos
- Impacto ao meio ambiente:
- Juntas, a produção de carne e a produção de leite animal são a maior parcela dentre a criação intensiva de animais para consumo humano, a maior causa de desequilíbrio ambiental do planeta.
- Segundo dados oficiais, no Brasil a cada ano são abatidas cerca de 10 milhões de vacas. Somado ao abate dos bezerros machos e do abate não contabilizado, esse número deve, ao menos dobrar. (07)
- Cerca de 70% da água potável do planeta é consumida pela pecuária -da qual a produção de leite animal representa grande parcela. (08)
- Uma vaca leiteira consome num só dia até 110 litros de água; uma vaca em lactação bebe até 140 litros. (09)
- Além da água consumida pelo animal, a quantidade utilizada produção também é altíssima. Enquanto que para a produção de 1 quilo de tomate ou de alface usam-se 39 litros de água, para a produção de 1 litro de leite são utilizados 800 litros de água. Para a produção de 1 kg de queijo são gastos 5.000 litros de água e para 1 kg de manteiga são usados 18.000 litros de água. (10)
- 60% da produção mundial de grãos é destinada à pecuária. Alguns exemplos: 90% da produção de soja e 80% da produção de milho cultivado nos Estados Unidos é destinada ao gado. No Brasil, 44% de toda a produção agrícola é usada para alimentar animais. Por exemplo: 90% da produção de soja e 95% da produção de milho é destinada ao gado, que também consome grande parcela de outros alimentos altamente nutritivos como a aveia e o trigo. (11)
- É necessário alimentar uma vaca por até 4 anos até que ela produza um copo de leite. (12)
- A água e a ração consumidas pelos animais poderiam alimentar populações que não têm acesso à alimentação básica.
- Mais da metade (ou seja, acima de 50%) da produção de gases do efeito estufa ocorre devido à pecuária -uma quantidade maior que a dos automóveis, que é de 11%. (13)
- 80% das doenças que afetam atualmente o ser humano são de origem animal -as zoonoses. (14)

 

 

Leite e produtos lácteos
- Impacto à saúde humana:
- A cada ano, cresce o número de profissionais e especialistas da área da saúde que desaconselham o consumo de leite animal e de seus derivados, entre eles, nomes conceituados. (15)
- O consumo de leite animal apesar de comum em determinados países do ocidente, como Estados Unidos, México e Brasil, mais de 1 bilhão de pessoas nos países orientais jamais consumiram leite de origem animal ou produtos derivados. (16)
- Estudos de profissionais e instituições de nomes conceituados têm desmistificado as bases difundidas no passado para justificar o consumo do leite, como a prevenção à osteoporose. (15)
- O leite possui um conteúdo tão alto de gordura saturada e colesterol que é chamada pelo doutor John A. McDougall de “carne líquida”. (17)
- O leite possui uma quantidade elevada de hormônios naturais da vaca que, consumidas pelo organismo humano, relacionam-se a diversas enfermidades. (17)
- As vacas leiteiras também recebem injeções de hormônios sintéticos para forçar a produção maior de leite, em até 20 vezes mais do que o normal. Essa carga hormonal consumida pelo organismo humano desenvolve inúmeros males, principalmente os de ordem reprodutiva e sexual. (18)
- Os males ligados à ingestão do leite animal são diversos, mas o maior problema é que seus efeitos são conhecidos apenas a médio ou longo tempo e, portanto, detectáveis com certeza, apenas em estudos aprofundados, que não são divulgados na grande imprensa.
Os malefícios relacionados ao consumo de leite animal podem ser os advindos de microorganismos e bactérias, como os originários da brucelose e tuberculose e dos grupos da salmonela e de estafilococos. As manifestações são:
- febre
- anemia
- nevralgias
- dores articulares
- suor excessivo nas axilas e pés
- mau hálito
- febre ondulante
- tuberculose (com suas manifestações no sistema nervoso, intestino, rins e principalmente pulmões)
- febre tifóide
- vômitos
- diarréias
- náuseas
- anorexia intensa
- infecções de pele superficiais e profundas -podendo atingir os tecidos subcutâneos e musculatura
- febre alta
- conjuntivites
- pneumonias
- meningites
- endocardites
- septicemia (infecções da corrente sangüínea)
- perturbações intestinais, hepato-biliares e vesiculares
- obstipação (prisão de ventre)
- dores abdominais
- fermentações exageradas
- enxaquecas
- alergias
- vertigens
- mal generalizado, envolvendo vários órgãos
(19)

Há também os males que se desenvolvem pela absorção da gordura saturada e do colesterol, como também do excesso de proteína animal, altamente presentes no leite animal. Estes são:
- obesidade
- diabetes
- infartos (infarto do miocárdio)
- doenças coronarianas
- AVC (acidente vascular cerebral)
- impotência sexual masculina
- trombose
- dislipidemias
- arteriosclerose
- artrite
- reumatismo
- osteoporose
(20)

A presença dos hormônios naturais ou ainda os hormônios sintéticos aplicados ao animal para aumento da produção do leite está também vinculado à diversos males -principalmente de ordem sexual e de reprodução. Entre eles:
- alterações hormonais
- desequilíbrio menstrual
- obesidade
- diabetes
- nanismo
- gigantismo
- doenças renais
- hipertensão
- crescimento de pêlos nas mulheres
- desenvolvimento precoce dos seios em meninas
- ginecomastia (aumento das mamas no homem)
- puberdade precoce
- masculinização de mulheres
- feminilização de homens
- tumores de próstata
- tumores de mama
- tumores de útero
- tumores de ovário
- tumores de testículos
- tumores benignos e malignos, principalmente dos órgãos ligados à reprodução
- abortos prematuros
- impotência sexual masculina
- infertilidade
(21)

 

Referências:

01. – Peter Singer, professor de Bioética na Universidade de Princeton, Estados Unidos; ‘Libertação Animal’; edição revisada; Ed. Lugano; 2004.
- Tom Regan, professor de Filosofia na Universidade da Carolina do Norte, Estados Unidos; ‘Jaulas Vazias’; Ed. Lugano; 2006.
- Sônia T. Felipe, doutora em Teoria Política e Filosofia Moral, com pós-doutorado em Bioética e integrante do Centro de Filosofia da Universidade de Lisboa e Membro do Bioethics Institute da Fundação Luso-americana para o Desenvolvimento, em Lisboa, Portugal; palestra proferida no Encontro Temático da Sociedade Vegetariana Brasileira (SVB); Brasília, 17 de agosto de 2008.
02. – Peter Singer, professor de Bioética na Universidade de Princeton, Estados Unidos; ‘Libertação Animal’; edição revisada; Ed. Lugano; 2004.
- Tom Regan, professor de Filosofia na Universidade da Carolina do Norte, Estados Unidos; ‘Jaulas Vazias’; Ed. Lugano; 2006.
03. – Peter Singer, professor de Bioética na Universidade de Princeton, Estados Unidos; ‘Libertação Animal’; edição revisada; Ed. Lugano; 2004.
- Tom Regan, professor de Filosofia na Universidade da Carolina do Norte, Estados Unidos; ‘Jaulas Vazias’; Ed. Lugano; 2006.
- Sônia T. Felipe, doutora em Teoria Política e Filosofia Moral, com pós-doutorado em Bioética e integrante do Centro de Filosofia da Universidade de Lisboa e Membro do Bioethics Institute da Fundação Luso-americana para o Desenvolvimento, em Lisboa, Portugal; palestra proferida no Encontro Temático da Sociedade Vegetariana Brasileira (SVB); Brasília, 17 de agosto de 2008.
- Erik Marcus, escritor de assuntos em Agricultura; ‘Meat Market: Animals, Ethics & Money’; Bio Press; 2005.
04. – Peter Singer, professor de Bioética na Universidade de Princeton, Estados Unidos; ‘Libertação Animal’; edição revisada; Ed. Lugano; 2004.
- Tom Regan, professor de Filosofia na Universidade da Carolina do Norte, Estados Unidos; ‘Jaulas Vazias’; Ed. Lugano; 2006.
- Sônia T. Felipe, doutora em Teoria Política e Filosofia Moral, com pós-doutorado em Bioética e integrante do Centro de Filosofia da Universidade de Lisboa e Membro do Bioethics Institute da Fundação Luso-americana para o Desenvolvimento, em Lisboa, Portugal; palestra proferida no Encontro Temático da Sociedade Vegetariana Brasileira (SVB); Brasília, 17 de agosto de 2008.
- Erik Marcus, escritor de assuntos em Agricultura; ‘Meat Market: Animals, Ethics & Money’; Bio Press; 2005.
- ‘A Carne É Fraca’, documentário; Instituto Nina Rosa; São Paulo; 2005.
05. – Peter Singer, professor de Bioética na Universidade de Princeton, Estados Unidos; ‘Libertação Animal’; edição revisada; Ed. Lugano; 2004.
- Tom Regan, professor de Filosofia na Universidade da Carolina do Norte, Estados Unidos; ‘Jaulas Vazias’; Ed. Lugano; 2006.
- Sônia T. Felipe, doutora em Teoria Política e Filosofia Moral, com pós-doutorado em Bioética e integrante do Centro de Filosofia da Universidade de Lisboa e Membro do Bioethics Institute da Fundação Luso-americana para o Desenvolvimento, em Lisboa, Portugal; palestra proferida no Encontro Temático da Sociedade Vegetariana Brasileira (SVB); Brasília, 17 de agosto de 2008.
- Silvia Ribeiro, jornalista e coordenadora de programas do ETC Group, entidade ambiental;
‘Mala Leche’; La Jornada; 13 de octubre de 2007.
06. – Peter Singer, professor de Bioética na Universidade de Princeton, Estados Unidos; ‘Libertação Animal’; edição revisada; Ed. Lugano; 2004.
- Tom Regan, professor de Filosofia na Universidade da Carolina do Norte, Estados Unidos; ‘Jaulas Vazias’; Ed. Lugano; 2006.
- Peter Singer, professor de Bioética na Universidade de Princeton, Estados Unidos, e Jim Mason, advogado; ‘A Ética na Alimentação – Como Nossos Hábitos Alimentares Influenciam o Meio Ambiente e o Nosso Bem-estar; Ed. Elsevier, 2007.
- ‘The Secret Life of Moody Cows’; The Sunday Times; 27 de fevereiro de 2005.
07. – IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística); 2005.
08. – FAO (Food and Agriculture Organization of the United Nations); 2006.
- Time; ‘The Growing Case Against Red Meat ‘; 23 de março de 2009.
- Repórter Eco; Tv Cultura; 01/05/2011.
09. – Agronline; ‘Água na Alimentação Animal’; 07 de dezembro de 2005.
10. – Fórum Social do Mercosul; ‘Conceito de Água Virtual Já Está Sendo Discutida no Paraná’; 2009.
11. – ‘Produção de Alimentos, Degradação Ambiental e Fome’; Fórum Eco-Gaia; 15/08/2006.
- ‘Soja em Alimentos: Algumas Considerações’; IEA Instituto de Economia Agrícola; 28/09/2007
- RIC Rural; Rede Record; 03/01/2010.
12. – ‘Programas de Saúde’, Ed. Atual; 1991.
13. – ‘Livestock and Climate Change’; Worldwatch Institute; 2009.
- ‘Carnes e Laticínios Causam 51% do Gás-estufa Global, Diz Estudo’; Folha Online ; 18/12/2009.
14. – Organización Panamericana de la Salud (OPS); 2009.
15. – Francisco Varatojo, consultor macrobiótico e professor convidado na Escola Superior de Enfermagem Calouste Gulbenkian, Portugal; ‘Lacticínios’; Instituto Macrobiótico de Portugal (IMP); 2009.
16. – Peter Singer, professor de Bioética na Universidade de Princeton, Estados Unidos; ‘Libertação Animal’; edição revisada; Ed. Lugano; 2004.
- Sakurawa Nyoiti, cientista e pesquisador de Macrobiótica; ‘Introdução à Macrobiótica’; Associação Macrobiótica de Porto Alegre; s/d.
17. – José Ramón Llorente, presidente da Sociedade Espanhola de Nutrição Ortomolecular, diplomado em Dietética e Nutrição e mestre em Medicina Ortomolecular; Discovery DSalud; ‘¿Es la Leche Animal Adecuada para el Consumo Humano?’; www.dsalud.com; 2006.
- David Román, tradutor e pesquisador sobre saúde, promotor de saúde pública da União Vegetariana Espanhola e membro da Coordenadoria de Higiene Vital, Espanha; ‘Leche Que No Has de Beber’; Ediciones Mandala, 2003.
18. – Peter Singer, professor de Bioética na Universidade de Princeton, Estados Unidos; ‘Libertação Animal’; edição revisada; Ed. Lugano; 2004.
- Tom Regan, professor de Filosofia na Universidade da Carolina do Norte, Estados Unidos; ‘Jaulas Vazias’; Ed. Lugano; 2006.
- Sônia T. Felipe, doutora em Teoria Política e Filosofia Moral, com pós-doutorado em Bioética e integrante do Centro de Filosofia da Universidade de Lisboa e Membro do Bioethics Institute da Fundação Luso-americana para o Desenvolvimento, em Lisboa, Portugal; palestra proferida no Encontro Temático da Sociedade Vegetariana Brasileira (SVB); Brasília, 17 de agosto de 2008.
- Silvia Ribeiro, jornalista e coordenadora de programas do ETC Group, entidade ambiental;
‘Mala Leche’; La Jornada; 13 de octubre de 2007.
- IDEC – Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor; 2006.
19. – Keith Proudlove, bacharelado em Ciências, mestre em Filosofia e professor de Estudos dos Alimentos, no Humberside College of Higher Educations, no Reino Unido; ‘Os Alimentos Em Debate: Uma Visão Equilibrada’; Livraria Varela; 1996.
- Manuel R. C. Melo, naturólogo e iridologista; ‘Guia Prático da Alimentação Saudável e da Terapêutica Natural’; Plátano Edições Técnicas; 2ª edição; 1999.
- David Román, tradutor e pesquisador sobre saúde, promotor de saúde pública da União Vegetariana Espanhola e membro da Coordenadoria de Higiene Vital, Espanha; ‘Leche Que No Has de Beber’; Ediciones Mandala, 2003.
- PCRM – Physicians Committee for Responsible Medicine; ‘Health Concerns about Dairy Products’; http://www.pcrm.org; 2009.
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- Karl Loyd, médico; ‘Novidades em Medicina’; Ed. S/E; 1938.
- João Curvo; ‘A Arte de Se Cuidar’; Ed. Rocco; 1992.
- ‘Leche, Quesos, Otros Lácteos y las 100 Enfermedades que Provocan’; Revista Holisticamente nº 1, 1997; nº 2, 1998; nº 3, 1999.
20. – José Ramón Llorente, presidente da Sociedade Espanhola de Nutrição Ortomolecular, diplomado em Dietética e Nutrição e mestre em Medicina Ortomolecular; ‘Lacticínios’; www.e-macrobiotica.com; s/d.
- Discovery DSalud; ‘¿Es la Leche Animal Adecuada para el Consumo Humano?’; www.dsalud.com; 2006.
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- David Román, tradutor e pesquisador sobre saúde, promotor de saúde pública da União Vegetariana Espanhola e membro da Coordenadoria de Higiene Vital, Espanha; ‘Leche Que No Has de Beber’; Ediciones Mandala, 2003.
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- TAPS – Temas Atuais na Promoção da Saúde; ‘Alimentos de Origem Animal’; www.taps.org.br; s/d.
- TAPS – Temas Atuais na Promoção da Saúde; ‘O Leite É Prejudicial?’; www.taps.org.br; s/d.
- El Cuerpo; ‘La Leche: ¿Alimento Sano o Perjudicial?’; www.elcuerpo.es; 2009.
Gaby Vargas, comunicadora e escritora; ‘Lácteos: La Gran Decepción’; Siglo de Torreón; www.elsiglodetorreon.com.mx; 20 de julho de 2008.
- Dieta Original; ‘O Mito da Deficiência de Cálcio’; www.dietaoriginal.com.br; s/d.
- Dieta Original; ‘Os Lacticínios Não São a Resposta à Deficiência de Cálcio’; www.dietaoriginal.com.br; dezembro de 1997.
- TAPS – Temas Atuais na Promoção da Saúde; ‘Será que Preciso de Leite para Obter Cálcio’; www.taps.org.br; s/d.
- John Mericle, médico nutrólogo e instrutor médico de maratonas e da competição Ironman no Havaí; ‘What Really Causes Osteoporosis and What you Can do to Reduce your Risk’; www.drmericle.com; 2009.
- Jorge V. Esteves, médico oncologista; ‘Osteoporosis’; Unión Vegetariana Argentina; www.uva.org.ar; 2001.
- George J. Georgiou, médico;’Osteoporosis: Mitos y Verdades’; Holística 2000; www.holistica2000.com.ar; 2002.
- La Página Sin Lácteos; ‘Qué Hay de Malo en los Productos Lácteos’; www.geocities.com/vegania/noleche/disiden.html; s/d.
21. – Discovery DSalud; ‘¿Es la Leche Animal Adecuada para el Consumo Humano?’; www.dsalud.com; 2006.
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- Marcio Bontempo, médico clínico geral, homeopata, especialista em saúde pública, membro da Associação Brasileira de Nutrologia, presidente da Federação Brasileira de Medicina Tradicional; ‘Alimentação Macrobiótica’; Ed.; 6ª edição; 1989.
- Carlos Eduardo Leite, médico pela Faculdade de Medicina da USP (Universidade de São Paulo); ‘Nutrição e Doença – Um Estudo da Conexão Entre Alimentos e Moléstias’; Ibrasa; 2ª edição; 1999.
- PCRM – Physicians Committee for Responsible Medicine; ‘Health Concerns about Dairy Products’; http://www.pcrm.org; 2009.
- NutritionMD; ‘Understanding the Problems with Dairy Products’; http://www.nutritionmd.org; 2009.
- Neal D. Barnard, médico formado pela Faculdade de Medicina da Universidade George Washington, Washington DC, Estados Unidos, professor e especialista em Nutrição e presidente do PCRM – Physicians Committee for Responsible Medicine; ‘Milk Consumption and Prostate Cancer’; The Cancer Project; http://www.cancerproject.org; 2009.
- Silvia Ribeiro, jornalista e coordenadora de programas do ETC Group, entidade ambiental; ‘Mala Leche’; La Jornada; 13 de octubre de 2007.
Saúde; ‘Leite Aumenta Risco de Cancro dos Ovários’; www.saude.sapo.pt; 18 de novembro de 2004.
- Vida Natural; ‘O Leite e o Câncer de Próstata.’; www.vidanatural.org.br; 2008.
- HazteVegetariano; ‘Lácteos y Cáncer de Mama: Una Relación Estrecha’; www.haztevegetariano.com; 2009.
- Alimentación Sana; ‘Acerca de los Lácteos’; www.alimentacion-sana.com.ar; s/d.
- The Raw Food Health; ‘A Natural Cure For Impotence’; www.raw-food-health.net; s/d.
- Enetural; ‘Beber Ou Não Beber Leite’; www.enetural.pt; setembro de 2007.
- Diario de México; ‘Consumir Lácteos y Carne, Puede Ser Causa de Cáncer’; www.diariodemexico.com.mx; 07 de fevereiro de 2007.
- TAPS – Temas Atuais na Promoção da Saúde; ‘O Leite É Prejudicial?’; www.taps.org.br; s/d.
- Rosana Bond, jornalista e escritora; ‘Gravidez Precoce e o Monopólio dos Alimentos: Um Crime Escondido’; A Nova Democracia; www.anovademocracia.com.br; janeiro de 2009.
- Assessoria e Serviços a Projetos em Agricultura Alternativa; ‘Boletim 307′; www.aspta.org.br; 14 de julho de 2006.
- SECTI – Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação do Rio de Janeiro; ‘IDEC Pede Proibição do Uso do Hormônio do Leite’; www.cbpf.br; 20 de outubro de 2006.
- Dieta Original; ‘Leite de Vaca e Outros Laticínios’; www.dietaoriginal.com.br; s/d.
- Salud; ‘Salud, Lácteos, Cancer’; saludfelicida.blogspot.com; 25 de setembro de 2008.

 

 

 

TABELAS E COMPARATIVOS:

 

 

 

COMPARATIVO ENTRE O CONSUMO DE LATICÍNIOS E A INCIDÊNCIA DE OSTEOPOROSE:

 

Países do Mundo com maior consumo de laticínios per capita:

Finlândia, Suécia, Estados Unidos, Inglaterra

 

Países do Mundo com maior incidência de osteoporose:

Finlândia, Suécia, Estados Unidos, Inglaterra

 

 

 

Ingestão de cálcio na China rural:

metade da ingestão da população estadunidense

 

Fraturas ósseas na China rural:

5 vezes menos do que na população estadunidense

Fonte:
Francisco Varatojo, consultor macrobiótico, professor convidado na Escola Superior de Enfermagem Calouste Gulbenkian, Portugal, e diretor do Instituto Macrobiótico de Portugal (IMP); ‘Leite e o Cálcio’; Centro de Comércio OnLine (CCO); 2009; <http://www.cco.pt/_site/pg_artigo.cfm?cod_materia=1224&cod_secao=10&cod_subsecao=113>.
_

 

 

 

GRAU DE INCIDÊNCIA DE INTOLERÂNCIA À LACTOSE NO MUNDO
- POR GRUPOS DE POPULAÇÕES DE ADULTOS SADIOS:

 

 

Asiáticos

95%

Tailandeses

90%

Filipinos

90%

Bantus

90%

Japoneses

85%

Gregos

85%

Chipriotas

85%

Taiwaneses

85%

Esquimós

80%

Árabes

78%

Judeus asquenazis

78%

Nativos americanos

74%

Africanos

70%

Peruanos

70%

Mexicanos

53%

Indianos

50%

 

 

Atualmente, cerca de 70% da população mundial é incapaz de digerir a lactose.
Fonte:
- P. Bertron, N. D. Barnard e M. Mills; ‘Racial Bias in Federal Nutrition Policy, Part I: The Public Health Implications of Variations in Lactase Persistence’; Journal of National Medical Association; 1999; 91:151-157.
- PCRM – Physicians Committee for Responsible Medicine; ‘Health Concerns about Dairy Products’; 2009; <http://www.pcrm.org/health/veginfo/dairy.html>.
- Frank A. Oski; ‘Don’t Drink Your Milk!’; Teach Services Inc.; 1996.
- David Román; ‘Leche Que No Has de Beber’; Mandala Ediciones; 1ª edição; novembro/2003; p. 43.

_

 

 

 

GRAU DE INCIDÊNCIA DE INTOLERÂNCIA À LACTOSE NO BRASIL
- POR GRUPOS DE POPULAÇÕES DE ADULTOS SADIOS:

 

 

Brancos e mulatos

57%

Negros

77%

Japoneses

100%

Fonte: Hospital das Clínicas, de São Paulo, Brasil.
CNT Jornal; 17 de junho de 2009; direção de Salette Lemos; Central Nacional de Televisão.

_

 

 

 

O Dr. John McDougall chama ao leite “carne líquida”. Isso se deve a que a tabela nutricional entre ambos são muito aproximadas. Compare:

 

TABELA DE MACRONUTRIENTES
- COMPARATIVO ENTRE A CARNE E OS PRODUTOS LÁCTEOS:

 

 

VITELA

QUEIJO CHEDDAR

IOGURTE

LEITE INTEGRAL

% de calorias em gordura

 68%

 73%

 49%

 50%

% de calorias em proteína

 32%

 25%

 22%

 21%

% de calorias em carbohidratos

 0%

 2%

 29%

 29%

Fibra

 0%

 0%

 0%

 0%

Colesterol (mg / 100 cal)

 22%

 27%

 21%

 22%

Vitamina C

 0%

 0%

 0%

 0%

Fonte:
- John McDougall; ‘Marketing Milk and Disease’; The McDougall Newsletter; maio/2003; <http://www.nealhendrickson.com/mcdougall/030500.htm>.
- David Román; ‘Leche Que No Has de Beber’; Mandala Ediciones; 1ª edição; novembro/2003; p. 32.
_

 

 

 

O leite de vaca serve para criar um animal enorme, de grandes ossos e com quatro estômagos, um animal que pesa cerca de 30 quilos ao nascer e que graças a ele alcançará cerca de 300 quilos no momento do desmame. Os bebês humanos, ao contrário, pesam apenas entre 2,7 e 4 quilos ao nascer e alcançarão um peso de apenas 45 a 90 quilos em 18 anos.
Ou seja, assim como o leite humano seria inadequado ao bezerro, o leite de vaca também é impróprio para o ser humano –e absolutamente desaconselhado!
Compare:

 

QUANTIDADE DE PROTEÍNA NO LEITE
- COMPARATIVO DE LEITE ENTRE DIFERENTES ESPÉCIES:

 

 

ANIMAL

PROTEÍNA*

RITMO DE CRESCIMENTO

(em dias)**

Humano

1.2

180

Égua

2.4

60

Vaca

3.3

47

Cabra

4.1

19

Cadela

7.1

8

Gata

9.5

7

Rata

11.8

4.5

 

 

* Gramas por 100 mililitros.
** Tempo necessário para dobrar o peso de nascimento.

Nota: Expresso em porcentagem de calorias, o leite de vaca possui 4 vezes mais proteína que o leite humano: 21% contra apenas 5%.

Fonte:
- John McDougall; ‘The McDougall Plan’; New Win Publishing; 1985.
- John McDougall; ‘Dairy Products and 10 False Promises’; The McDougall Newsletter; abril/2003; <http://www.nealhendrickson.com/mcdougall/030400.htm>.
- David Román; ‘Leche Que No Has de Beber’; Mandala Ediciones; 1ª edição; novembro/2003; p. 27.
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TABELA DE CALORIAS TOTAIS DO LEITE
- COMPARATIVO ENTRE TIPOS DE LEITE COMERCIALIZADOS:
Outro engano induzido pela indústria leiteira é o de que o tipo de leite industrializado vendido na forma de semi-desnatado ou desnatado, por ter menor índice de gordura faz menos mal à saúde. Ao contrário, o processo realizado para reduzir a gordura do leite por sua vez causa o aumento das proporções relativas de lactose e proteínas que, já se sabe, são tão prejudiciais à saúde humana quanto a gordura. Confira a tabela a seguir:

 

INTEGRAL

SEMI DESNATADO

DESNATADO

GORDURA

49%

31%

2%

PROTEÍNA

21%

28%

41%

AÇÚCAR

(LACTOSE)

30%

41%

57%

 

 

Obs: Leva-se em consideração a composição do leite em 87% de água, elemento não-calórico
Fonte:
John McDougall; ‘Dairy Products and 10 False Promises’; The McDougall Newsletter; abril/2003; <http://www.nealhendrickson.com/mcdougall/030400pudairyproductsfalsepromises.htm>.
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TABELA DE ABSORÇÃO DE CÁLCIO*:
* em mg de cálcio por 100 g de alimento:

 

100 g de alimento

500-1.000 mg

ingestão de cálcio

Leite de vaca

8.5

Pimentões

2.6

Bananas

4.6

Laranjas

5.6

Soja (peso seco)

6.6

Amêndoas

14.8

Couve-crespa

17.6

Folhas de couve

20.7

Fonte:
- S. Walsh; ‘Diet and Bone Health – A Vegan Society Briefing Paper’; The Vegan Society; 2002; ,http://www.vegansociety.com/downloads/dietandbone.pdf>.
- David Román; ‘Leche Que No Has de Beber’; Mandala Ediciones; 1ª edição; novembro/2003; p. 120.

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Importante:
É importante lembrar que apesar de sempre citado pela indústria leiteira como sendo necessário, o cálcio não é o único nutriente que interfere na saúde dos ossos, mas também nutrientes como magnésio, fósforo, potássio, zinco, boro, betacaroteno e vitaminas C, D e E, que, ao contrário do leite, são bastante presentes em vegetais em geral.

Recapitulando:
1. O leite não é a melhor forma de absorção do cálcio.
2. A proteína animal prejudica a absorção do cálcio, tornando inútil o consumo do leite.
3. O nível de gordura saturada encontrado no leite é comparado ao das carnes.
4. O cálcio não é o único nutriente necessário para a saúde óssea.
5. O calcio, como outros nutrientes necessários à saúde óssea são de melhor absorção pelos vegetais.

 

 

 

 

 

 VÍDEOS:

 

 

“Behind the milk mustache”
Viva!
http://youtu.be/S4ziDNDf9gI

 

“Dairy cows and veal calves”
PETA
http://youtu.be/5HQzb4JaLbo

 

“Você bebe leite? 28 coisas que você deveria saber”
http://youtu.be/D2J6phADJvY

 

O Mito do Leite
Dr. Lair Ribeiro
Dr. Lair Ribeiro, médico cardiologista e nutrólogo, tendo trabalhado na Harvard Medical School, na Baylor College of Medicine e na Thomas Jefferson University, ex-diretor médico da Merck Sharp & Dohme e ex-diretor executivo e ex-vice-presidente, da Ciba Corporation (hoje Novartis).
57:47
https://www.youtube.com/watch?v=7ktILN-buqE

 

The China Study: Reducing Risk of Disease through a Vegan Diet

Dr. T. Colin Campbell
SupremeMaster Tv
11:46

http://youtu.be/kAaGUtVOELc

 

 

 FOTOS:  [>]

 

 

Citações de profissionais e estudiosos:  [>]

 

 

 

 

 

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